IPCA-15 foi de 0,89% em abril


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,89% em abril e ficou 0,45  ponto percentual (p.p.) acima do resultado de março (0,44%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39%  e, nos últimos 12 meses, 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

Período   Taxa 
Abril de 2026  0,89% 
Março de 2026  0,44%
Abril de 2025  0,43% 
Acumulado no ano  2,39% 
Acumulado nos últimos 12 meses  4,37% 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, destacam-se Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,46%) e impacto (0,31 p.p.), seguido de Transportes (1,34% e 0,27 p.p.). Juntos os dois grupos respondem por 65% do índice do mês. Saúde e cuidados pessoais (0,93% e 0,13 p.p.) teve a terceira maior influência no resultado geral. As demais variações ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,76% de Vestuário.

IPCA-15 – Variação e impacto nos grupos
Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Março Abril Março Abril
Índice Geral 0,44 0,89 0,44 0,89
Alimentação e bebidas 0,88 1,46 0,19 0,31
Habitação 0,24 0,42 0,04 0,07
Artigos de residência 0,37 0,48 0,01 0,02
Vestuário 0,47 0,76 0,02 0,04
Transportes 0,21 1,34 0,04 0,27
Saúde e cuidados pessoais 0,36 0,93 0,05 0,13
Despesas pessoais 0,82 0,32 0,09 0,03
Educação 0,05 0,05 0,00 0,00
Comunicação 0,03 0,48 0,00 0,02
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

No grupo Alimentação e bebidas (1,46%), a alimentação no domicílio acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Contribuíram para esse resultado as altas da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas sobressaem a maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).

A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.

A variação do grupo Transportes acelerou na passagem de março (0,21%) para abril (1,34%), impulsionada pela alta nos combustíveis (de -0,03% para 6,06% no mesmo período). A gasolina, que em março registrou recuo de 0,08%, em abril aumentou 6,23%, sendo o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Também se destaca a alta no óleo diesel, que saiu de 3,77% em março para 16,00% e 0,04 p.p. de impacto em abril. O etanol subiu 2,17% e o gás veicular recuou 1,55%.

O subitem passagem aérea desacelerou de 5,94% em março para -14,32% em abril e, o resultado do subitem ônibus urbano (0,44%) considera a incorporação do reajuste de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre (0,95%), a partir de 19 de fevereiro. Além disso, ainda no ônibus urbano, ocorreram variações em razão de gratuidade ou redução tarifária aos domingos em: São Paulo (1,56%), Salvador (0,73%) e Fortaleza (-0,19%), com reduções ou gratuidades também em feriados em Brasília (9,11%), Belém (-2,31%), Belo Horizonte (-2,45%) e Curitiba (0,55%).

O subitem táxi (0,08%) reflete o reajuste de 4,26% em Porto Alegre (0,76%) a partir de 19 de fevereiro e, no metrô (0,53%), foi apropriada a variação de 9,11% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados. No ônibus intermunicipal (0,14%), estão contemplados os reajustes de 7,27% em Curitiba (4,39%), desde 16 de fevereiro, e de 8,18% em Porto Alegre (1,03%), a partir de 8 de abril. Na integração transporte público (0,90%), registra-se a variação de 0,90% em São Paulo, em razão de gratuidade do ônibus aos domingos.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,93%), o resultado foi influenciado pelos itens de higiene pessoal (1,32%), pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).

No grupo Habitação, que acelerou de 0,24% em março para 0,42% em abril, o resultado da energia elétrica residencial foi de 0,68%, ante o 0,29% de março e contempla os reajustes de 6,92% e 14,66% nas tarifas das concessionárias, no Rio de Janeiro (6,50%), a partir de 15 de março. No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores. A taxa de água e esgoto (0,24%) considera os reajustes de 6,21% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,89%), vigente desde 23 de fevereiro, e 4,80% em Goiânia (2,48%), desde 1º de abril.

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Belém (1,46%), por conta das altas do açaí (12,79%) e da gasolina (9,33%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (0,41%), que apresentou queda nos preços da passagem aérea (-10,88%) e dos produtos farmacêuticos (-0,61%).

IPCA-15 – Variação nas regiões
Região Peso Regional (%) Variação
Mensal (%)
 Variação Acumulada (%) 
Março Abril Ano 12 meses
Belém 4,46 0,68 1,46 2,84 4,27
Salvador 7,19 0,45 1,19 2,82 4,14
Recife 4,71 0,82 1,18 3,03 5,05
Porto Alegre 8,61 0,17 1,12 2,13 4,36
Curitiba 8,09 -0,06 0,96 1,75 3,14
Rio de Janeiro 9,77 0,46 0,92 2,66 3,65
Belo Horizonte 10,04 0,52 0,84 2,57 4,15
Fortaleza 3,88 0,60 0,83 2,69 4,99
São Paulo 33,45 0,52 0,74 2,34 4,80
Goiânia 4,96 0,29 0,65 1,90 4,57
Brasília 4,84 0,44 0,41 1,92 4,14
Brasil 100,00 0,44 0,89 2,39 4,37
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 18 de março a 15 de abril de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15 será no dia 27 de maio de 2026.



IBGE

Rolar para cima