Em março, indústria avança em 11 dos 15 locais pesquisados


Em março de 2026, a variação positiva de 0,1% da produção industrial nacional, frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por resultados positivos em onze dos quinze locais pesquisados. Pará (4,5%), Mato Grosso (3,6%), Goiás (3,6%) e Espírito Santo (3,5%) assinalaram os avanços mais acentuados e Amazonas (2,5%), Rio de Janeiro (2,5%), Região Nordeste (1,7%), Paraná (1,2%), Rio Grande do Sul (1,0%), Bahia (1,0%) e Santa Catarina (0,8%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em março. Por outro lado, Pernambuco (-1,9%) apontou a queda mais intensa. Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1,3%) e São Paulo (-0,2%) também mostraram resultados negativos em março.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria foi de 1,0% no trimestre encerrado em março, frente ao nível do mês anterior, e intensificou o ritmo ante os dois primeiros meses do ano: fevereiro (0,3%) e janeiro (0,0%) de 2026. Quatorze dos quinze locais pesquisados apontaram taxas positivas em março. Os avanços mais acentuados foram do Pará (5,3%), Espírito Santo (2,7%), Bahia (2,4%), Amazonas (2,1%), Região Nordeste (1,7%) e São Paulo (1,4%). O único recuo foi de Pernambuco (-1,3%).

Indicadores Conjunturais da Indústria – Resultados Regionais – Março de 2026
Locais  Variação (%)
Março 2026/ Fevereiro  2026* Março 2026/ Março 2025 Acumulado  Janeiro-Março Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas 2,5 4,1 -3,2 0,0
Pará 4,5 3,7 1,7 0,1
Região Nordeste 1,7 9,9 3,3 1,1
Maranhão -12,7 -3,4 -4,0
Ceará -1,3 0,1 -5,7 -1,6
Rio Grande do Norte -5,1 -19,2 -12,4
Pernambuco -1,9 35,0 29,6 7,2
Bahia 1,0 -3,4 -6,5 -2,0
Minas Gerais -1,4 0,3 1,1 1,4
Espírito Santo 3,5 22,5 22,6 18,6
Rio de Janeiro 2,5 7,4 6,3 6,3
São Paulo -0,2 2,2 -1,0 -3,0
Paraná 1,2 2,9 -1,9 -1,4
Santa Catarina 0,8 0,3 -4,0 -0,1
Rio Grande do Sul 1,0 11,0 2,2 2,6
Mato Grosso do Sul 12,3 10,3 -10,7
Mato Grosso 3,6 8,3 5,3 -5,5
Goiás 3,6 8,1 -0,6 2,4
Brasil 0,1 4,3 1,3 0,4
* Série com Ajuste Sazonal

Em março de 2026, a indústria mostrou resultados positivos em onze dos quinze locais pesquisados. Os maiores avanços foram no Pará (4,5%), Mato Grosso (3,6%), Goiás (3,6%) e Espírito Santo (3,5%). O Pará mostrou crescimento na produção pelo terceiro mês seguido, período em que acumulou ganho de 17,1%. O Mato Grosso eliminou a perda acumulada de 1,5% nos dois primeiros meses do ano. Goiás interrompeu quatro meses seguidos de queda, período em que acumulou redução de 11,0%. Espírito Santo acumulou avanço de 16,5% em dois meses seguidos de expansão na produção. Amazonas (2,5%), Rio de Janeiro (2,5%), Região Nordeste (1,7%), Paraná (1,2%), Rio Grande do Sul (1,0%), Bahia (1,0%) e Santa Catarina (0,8%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em março de 2026. Por outro lado, Pernambuco (-1,9%) apontou a queda mais intensa no mês, após assinalar variação positiva de 0,1% em fevereiro e recuar 2,1% em janeiro de 2026. Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1,3%) e São Paulo (-0,2%) também mostraram taxas negativas em março.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial cresceu 4,3% em março de 2026, com altas em quinze dos dezoito locais pesquisados. Vale citar que março de 2026 (22 dias) teve 3 dias úteis a mais que igual mês do ano anterior (19). Pernambuco (35,0%), Espírito Santo (22,5%), Mato Grosso do Sul (12,3%) e Rio Grande do Sul (11,0%) assinalaram os avanços mais acentuados, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo observado nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gás liquefeito de petróleo), veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, veículos para o transporte de mercadorias e autopeças) e produtos químicos (ácido tereftálico e seus sais, tereftalato de polietileno, sabões e detergentes líquidos, desinfetantes e fertilizantes minerais ou químicos das fórmulas NPK), no primeiro local; de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro pelotizados ou sinterizados), no segundo; de produtos alimentícios (carnes de bovinos e de suínos frescas ou refrigeradas e produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), no terceiro; e de produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, arroz, tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja, rações, queijos e pães), bebidas (vinhos, águas minerais e refrigerantes), veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, reboques e semirreboques e carrocerias para ônibus) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gasolina automotiva e óleo diesel), no último.

Região Nordeste (9,9%), Mato Grosso (8,3%), Goiás (8,1%) e Rio de Janeiro (7,4%) também registraram avanços acima da média nacional (4,3%), enquanto Amazonas (4,1%), Pará (3,7%), Paraná (2,9%), São Paulo (2,2%), Santa Catarina (0,3%), Minas Gerais (0,3%) e Ceará (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção em março.

O Maranhão (-12,7%) assinalou o recuo mais intenso, em grande parte, pelas atividades de celulose, papel e produtos de papel (celulose) e de produtos alimentícios (pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias e confeitarias, sobremesas prontas para consumo e carnes de bovinos frescas ou refrigeradas). Rio Grande do Norte (-5,1%) e Bahia (-3,4%) registraram os demais resultados negativos no índice mensal de março de 2026.

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 1,3%, com resultados positivos em nove dos dezoito locais pesquisados. Pernambuco (29,6%), Espírito Santo (22,6%) e Mato Grosso do Sul (10,3%) assinalaram os avanços mais acentuados no acumulado do ano, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e óleos combustíveis), no primeiro local; de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no segundo; e de produtos alimentícios (carnes de bovinos e de suínos frescas ou refrigeradas e produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos), celulose, papel e produtos de papel (celulose) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), no terceiro.

Rio de Janeiro (6,3%), Mato Grosso (5,3%), Região Nordeste (3,3%), Rio Grande do Sul (2,2%) e Pará (1,7%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,3%), enquanto Minas Gerais (1,1%) completou o conjunto de locais com crescimento no índice acumulado no ano. Por outro lado, Rio Grande do Norte (-19,2%) assinalou o recuo mais intenso no índice acumulado do ano, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Bahia (-6,5%), Ceará (-5,7%), Santa Catarina (-4,0%), Maranhão (-3,4%), Amazonas (-3,2%), Paraná (-1,9%), São Paulo (-1,0%) e Goiás (-0,6%) também mostraram resultados negativos no índice acumulado para o período janeiro-março de 2026.

No confronto do último trimestre de 2025 com o do primeiro trimestre de 2026, ambas as comparações contra igual período do ano anterior, oito dos dezoito locais pesquisados mostraram ganho de dinamismo, acompanhando o movimento da indústria nacional, que passou de -0,7% para 1,3%. Os maiores ganhos vieram de Pernambuco (de 2,6% para 29,6%), Mato Grosso do Sul (de -12,5% para 10,3%), Pará (de -9,4% para 1,7%), Mato Grosso (de -4,1% para 5,3%), Região Nordeste (de -0,5% para 3,3%) e São Paulo (de -4,6% para -1,0%). Já as principais perdas ocorreram no Rio Grande do Norte (de -9,0% para -19,2%), Goiás (de 4,7% para -0,6%), Ceará (de -1,2% para -5,7%), Bahia (de -2,1% para -6,5%), Amazonas (de 0,9% para -3,2%) e Santa Catarina (de -0,4% para -4,0%) assinalaram as principais perdas entre os dois períodos.

O acumulado nos últimos doze meses foi de 0,4% em março de 2026, com ligeiro ganho de ritmo frente a fevereiro (0,3%). Somente oito dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em março de 2026, mas onze apontaram maior dinamismo frente a fevereiro. Pernambuco (de 3,2% para 7,2%), Espírito Santo (de 17,0% para 18,6%), Rio Grande do Norte (de -13,6% para -12,4%), Região Nordeste (de -0,1% para 1,1%), Rio Grande do Sul (de 1,5% para 2,6%), Goiás (de 1,8% para 2,4%), Mato Grosso do Sul (de -11,1% para -10,7%) e Rio de Janeiro (de 5,9% para 6,3%) assinalaram os ganhos mais acentuados entre fevereiro e março de 2026, enquanto Paraná (de -0,7% para -1,4%), Santa Catarina (de 0,5% para -0,1%), Bahia (de -1,4% para -2,0%) e Pará (de 0,4% para 0,1%) mostraram as principais perdas entre os dois períodos.



IBGE

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