O acompanhamento do Sebrae Tocantins a pequenos negócios rurais resultou em alta média de 51,66% no faturamento dos empreendimentos atendidos pelo ALI Rural. O dado faz parte do balanço do quinto ciclo do programa, realizado entre agosto de 2025 e julho de 2026, com 127 participantes no Estado.
O resultado financeiro é o maior registrado pelo programa no Tocantins desde 2023. No primeiro ciclo, o aumento médio do faturamento foi de 23,30%. Passou para 29,10% ainda naquele ano, ficou em 28,52% em 2024, chegou a 33,91% em 2025 e alcançou 51,66% no período mais recente.
Para Bruno Vieira, gerente do Sebrae Tocantins, a evolução reflete um trabalho orientado pelas necessidades de cada negócio. O ALI Rural leva acompanhamento técnico às propriedades e auxilia o produtor a identificar problemas, rever processos e definir alternativas para gestão e comercialização.
“O trabalho parte de um diagnóstico individual. Cada propriedade tem uma realidade, e é a partir dela que identificamos onde é possível melhorar e quais soluções fazem sentido para aquele produtor”, afirma.
Os dados de inovação também colocaram o Tocantins entre os melhores desempenhos do País. Dos 127 empreendimentos atendidos no último ciclo, 126 concluíram ações de inovação e modernização. O índice de 99,21% garantiu ao Estado o segundo lugar geral nesse indicador.
Na comercialização, a participação de negócios que passaram a utilizar ao menos um novo canal de venda subiu de 38,1%, em 2025, para 60,6% em 2026. São 77 empreendimentos que encontraram outras formas de colocar seus produtos no mercado, uma diferença de 22,5 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior.
O Tocantins também alcançou o primeiro lugar geral no NPS, indicador que mede a disposição dos participantes em recomendar o programa. A avaliação chegou a 100% no quinto ciclo, ante 97,39% no período anterior.
Segundo Bruno Vieira, o próximo passo é fazer com que os avanços conquistados pelos produtores permaneçam incorporados à rotina das propriedades e abram espaço para novas decisões de negócio.
“Nosso objetivo é que o produtor termine o ciclo com mais autonomia para olhar para a própria atividade, interpretar seus resultados e decidir os próximos passos. Quando esse conhecimento permanece na propriedade, o trabalho do Sebrae deixa um legado que vai além do período de acompanhamento”, conclui o gerente.

