O Ministério da Cultura (MinC) realizou, nesta terça-feira (27), o Festival de Artes do MinC e Vinculadas. A iniciativa reuniu apresentações presenciais no Auditório Ipê Amarelo, localizado no edifício-sede do órgão em Brasília. O evento foi transmitido ao vivo pela internet para viabilizar a participação de trabalhadoras e trabalhadores lotados fora do Distrito Federal.
A abertura oficial foi conduzida pela coordenadora-geral de Gestão de Pessoas (Cogep), Bruna Santos, que destacou a mobilização das equipes e a integração com as entidades vinculadas.
“A cada manifestação artística que eu vejo, me sinto mais encantada com vocês. Descubro poetas, cantores, dançarinos, artistas de circo, artistas das mais diversas formas. Como é o primeiro ano que reunimos todos, alguns ainda muito tímidos e preferiram uma participação online. Mas sejam muito bem-vindos a esse festival; aqui é o momento só de festejar”, enfatizou.
Integração institucional e histórico
A inclusão dos órgãos vinculados foi um dos pontos destacados pelos participantes. Servidora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Martina Sanches Guenther participou com ilustrações expostas no hall e avaliou o momento como um passo importante para a integração das equipes. Para ela, a iniciativa gerou entusiasmo por marcar “o primeiro festival depois da reforma que unificou as carreiras da cultura”, possibilitando o encontro com seus pares. “Hoje todos nós nos entendemos como servidores do Ministério da Cultura, cada um na sua área de atuação, no seu órgão, no seu instituto, mas todos aqui servindo à cultura”, observou.
A trajetória do festival também foi lembrada por Priscila Abreu, servidora do MinC há duas décadas e que realizou duas apresentações de dança do ventre na programação. A servidora relatou que acompanha a ação desde a primeira edição, concebida pelos próprios trabalhadores artistas em busca de um espaço de expressão dentro da instituição. “Durante um período a gente ficou sem esse festival, mas em 2023 nós retomamos. Este ano, especificamente, temos também contribuição das vinculadas e espero que permaneça assim por muitos e muitos anos”, assinalou.
Formato híbrido e programação
A transmissão on-line permitiu que servidores em teletrabalho ou lotados nos estados acompanhassem a programação em tempo real. O músico e servidor Frederico Guimarães Cardoso, que tocou com banda acompanhado pelo filho Benjamim na bateria, ressaltou o alcance da transmissão para além do auditório e celebrou a oportunidade de conectar os colegas de trabalho e família. “Meus familiares não são daqui, são lá do Nordeste, de Recife. Eles vão estar acompanhando as apresentações. Então é um momento de unir a família e os amigos do trabalho”, afirmou Frederico.
Ao longo de todo o dia, o evento contemplou diversas linguagens artísticas. Pela manhã, o público assistiu à apresentação de piano, canto e flauta de Carlos Antonio Oliveira da Cruz, ao curta-metragem de Beatriz Souza Vilela, ao número musical de Guilherme Domingos dos Reis e à exposição acadêmica de Ana Lúcia Canetti sobre pesquisa de doutorado. No hall de entrada, os trabalhos em exibição contaram com relatos de Paulo Moura Peters e com a participação online de Gustavo Henrique Scheidt.
No período da tarde, as atrações musicais continuaram com apresentações de Gabriel Albuquerque de Oliveira (voz, violão e guitarra), Hendye Gracielle Dias Borém (voz e ukulele) e Daniela Hallwass, uma das organizadoras do evento (com banda). A grade incluiu ainda a leitura de crônica por Waleska Barbosa, a declamação de poesia de David Luiz Barbosa de Souza (transmitida virtualmente) e comentários sobre as artes visuais no hall por Luisa Coimbra Moretti e Paulo Ricardo Amaral de Jesus da Silva.




