O Dia Nacional da Cultura, celebrado nesta quinta-feira (5), reuniu servidores, gestores e dirigentes de entidades vinculadas ao Ministério da Cultura (MinC) em um momento de celebração e reconhecimento do trabalho coletivo. Na área externa do edifício-sede do órgão, em Brasília, a ministra Margareth Menezes participou do encontro com as equipes, que teve como representação simbólica um MovCEU, equipamento cultural itinerante que representa uma das iniciativas de ampliação do acesso à cultura em diferentes regiões do país.
A comemoração foi marcada por manifestações de reconhecimento aos profissionais que atuam na construção e execução das políticas culturais. Em sua fala, Margareth Menezes destacou que o trabalho desenvolvido pela Pasta é resultado do compromisso compartilhado entre servidores, gestores e representantes da cultura brasileira.
“Quando a gente tem o compromisso de fazer o nosso melhor, leva essa responsabilidade para todos os lugares. O trabalho que estamos realizando em favor do setor cultural e dos direitos culturais do povo brasileiro é fruto de um compromisso coletivo. Por isso, me sinto muito gratificada e honrada por ter ao meu lado uma equipe tão dedicada, que faz tudo isso acontecer”, afirmou a ministra.
Margareth também lembrou as experiências vividas em visitas a diferentes regiões do país, onde acompanhou de perto o trabalho de agentes culturais, bibliotecas comunitárias e iniciativas que fortalecem as expressões artísticas locais. Para ela, o acesso às políticas públicas também representa reconhecimento e valorização da identidade brasileira.
“A gente vê a alegria das pessoas ao perceberem que estão sendo reconhecidas pelas políticas públicas do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura. Fortalecer a cultura e valorizar a diversidade de identidades presentes em cada região do nosso país é fortalecer a alma do povo brasileiro”, ressaltou.
O secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou o papel do MinC na garantia dos direitos culturais e a importância da participação social na construção das políticas públicas.
“O Ministério da Cultura é um instrumento fundamental, nasceu para a democracia, nasceu das lutas da cultura brasileira. Nós não vamos parar de garantir cultura para 210 milhões de brasileiros. É para isso que existe o Ministério da Cultura”, declarou.
Cultura que aproxima
Estacionado na área externa do Ministério, o MovCEU também fez parte do cenário da celebração. Com biblioteca, estúdio audiovisual, computadores e recursos tecnológicos, o equipamento itinerante permite levar atividades culturais e educativas a municípios e comunidades, aproximando a população de diferentes linguagens artísticas.
A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do Ministério da Cultura, Cecília Sá, destacou os avanços na ampliação da infraestrutura cultural no país e a importância de garantir que equipamentos e políticas públicas cheguem a municípios e comunidades historicamente menos atendidos.
“Quando cheguei ao Ministério, havia 182 equipamentos culturais entregues. Vamos fechar o ano com 720 equipamentos em todo o Brasil. É muito importante a gente ter políticas no centro, mas é mais importante chegar onde ninguém nunca chegou com políticas culturais”, destacou.
O MovCEU é um equipamento cultural itinerante do Ministério da Cultura que leva atividades artísticas, culturais e educativas a diferentes municípios e comunidades do país. Instalado em um veículo adaptado, conta com biblioteca, computadores, estúdio audiovisual e recursos tecnológicos que permitem a realização de oficinas, exibições de filmes, apresentações e outras ações culturais. A iniciativa integra o programa Territórios da Cultura e busca ampliar o acesso à cultura, especialmente em localidades com menor oferta de equipamentos culturais.
Valorização da cultura
A data também representa uma oportunidade de reconhecer o trabalho dos servidores e os avanços na garantia dos direitos culturais. Para a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, essas conquistas refletem o compromisso das equipes com a construção de políticas públicas que valorizam a diversidade e fortalecem as diferentes expressões culturais brasileiras.
“É um dia de conquista. A gente está construindo o SUS da cultura. É um embrião de direitos culturais reais, materializados numa carta de direitos culturais, numa política que hoje ocupa metade do Brasil, que é a Cultura Viva, e na construção de uma política de culturas tradicionais e populares”, afirmou.
A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, ressaltou a ampliação do acesso à produção audiovisual brasileira e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor. “As políticas do audiovisual chegaram a todos os territórios deste país, seja por meio do fomento, do nosso programa de preservação ou do Tela Brasil. O fazer audiovisual, que antes era restrito a um pequeno grupo, precisava chegar a todos. E hoje isso é possível”, afirmou.
A cultura como espaço de convivência, solidariedade e construção coletiva também marcou a fala do secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba. Ao refletir sobre o significado da data, ele lembrou que as manifestações culturais vão além das expressões artísticas e fazem parte das relações que aproximam as pessoas. “Eu sou dessas pessoas que acreditam que as palavras podem fazer coisas com a gente, mas que a gente pode fazer coisas com as palavras. Cultura é um saber fazer viver em comum. Portanto, cultura é comunidade, cultura é solidariedade, é a potência dessa diversidade”, afirmou.
O sentimento de celebração também apareceu nas palavras da diretora de Gestão Estratégica do MinC, Letícia Schwarz. Ao recordar a retomada dos vínculos entre o Ministério, os servidores, os artistas e a sociedade, ela enfatizou o significado daquele encontro para quem participa diariamente da construção das políticas culturais.
“A gente se reconectou com a classe artística, com a sociedade, com os servidores, com os estados, com os municípios, com as políticas públicas. Então, hoje é um dia da gente celebrar. Viva a cultura brasileira! Viva a cultura para todo canto, para toda a gente!”, declarou.
Cultura e memória
O encontro também contou com a participação de dirigentes das entidades vinculadas ao MinC, que destacaram a importância da cultura para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira.
O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Deyvesson Israel Alves Gusmão, recordou um encontro com a ministra Margareth Menezes em janeiro de 2023, quando visitaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, após os ataques às sedes dos Poderes da República.
Segundo ele, a ocasião marcou uma reflexão sobre a importância de reconstruir as instituições e fortalecer as políticas culturais. “A gente precisa reconstruir esse país, a gente precisa reconstruir essa praça, a gente precisa reconstruir as nossas instituições e a nossa política cultural”, lembrou, ao reproduzir as palavras da ministra naquela ocasião.
O presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge, destacou a força da música e da cultura afro-brasileira como elementos de transformação social e de valorização da identidade nacional.
“Eu venho do Pelourinho, Salvador, o principal gueto urbano das Américas, que fez uma revolução com música. E eu acredito na música. E acredito na música baiana. A música que trouxe Margareth Menezes, que trouxe João Jorge, que trouxe a Bahia e que representa nossa expectativa de presente”, afirmou.
Já o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Alexandre Santini, recorreu à canção Saudosa Maloca, de Adoniran Barbosa, para fazer uma referência à trajetória do Ministério da Cultura e à importância de sua presença na estrutura do Estado brasileiro.
“Foi essa mulher, negra, nordestina, artista, ministra, que deu as bases para a reconstrução e para levantar de novo esse prédio, a nossa saudosa maloca, a maloca do povo brasileiro, que é o Ministério da Cultura”, declarou.
O encontro foi encerrado com manifestações em defesa da cultura brasileira e de sua diversidade.





