A inteligência artificial já mora conosco – Luiza Frazão

Imaginamos durante muito tempo que a inteligência artificial pertencia apenas ao futuro, intocável, pertencente apenas a filmes de ficção científica e sistemas complexos. No entanto, de forma silenciosa, essa tecnologia já faz parte de nosso cotidiano, está presente em nossas casas, nos celulares e até em pequenos atos do cotidiano.

Esse conjunto de tecnologias chamada inteligência artificial, ou simplesmente IA, é capaz de identificar padrões, analisar grandes fluxos de dados e executar tarefas que antes dependiam exclusivamente da capacidade humana. Hoje, com o auxílio da IA, podemos realizar em segundos cálculos complexos por sistemas digitais cada vez mais sofisticados, onde no passado próximo, exigiria longas análises.

Para a maioria das pessoas, essa transformação acontece de forma gradual, quase imperceptível para a maioria das pessoas. É o exemplo do celular, onde a inteligência artificial organizar fotografias, melhora a qualidade das imagens e sugere respostas e correções em aplicativos de mensagens. Isso sem falar de assistentes virtuais que entendem comandos de voz, informam a previsão do tempo, ajudam na busca de informações e até mesmo nos lembram de compromissos diversos.

Dentro de casa, novos espaços também vem sendo tomados por essa incrível tecnologia. Televisores inteligentes que recomendam filmes e séries baseado nos hábitos de quem assiste. Caixas de som conectadas interagem respondendo perguntas e controlando dispositivos domésticos. Alguns eletrodomésticos já utilizam sensores e algoritmos para ajustar automaticamente seu funcionamento, tornando as tarefas mais ágeis.

Já no ambiente de trabalho, esse impacto e ainda mais evidente. Profissionais são auxiliados por ferramentas baseadas em inteligência artificial que ajudam na organização de agendas, analise de dados, produção de textos, planilhas, criar imagens e até mesmo na automação de processos. Em diversos setores, a tecnologia já se tornou uma aliada indispensável para colaborar no aumento da produtividade e eficiência.

A área de saúde também está incluída. Sistemas inteligentes já auxiliam médicos na análise de exames e na identificação de padrões que podem indicar doenças. Esses sistemas, ao processar grandes volumes de informações, podendo em pouco minutos, tornar diagnósticos mais rápidos e precisos.

Contudo, o aspecto mais curioso de toda essa revolução tecnológica, é justamente sua discrição. A inteligência artificial, diferentemente de outras grandes mudanças, não chegou ao cotidiano com máquinas futuristas ou robôs espalhados pelas ruas. Ela simplesmente se integrou aos objetos que já usamos, ajudando com que as tarefas sejam executadas em menor tempo e decisões sejam automatizadas.

Como todo início, nem todos os desafios estão resolvidos. Pontos como privacidade dedados, uso responsável da tecnologia e limites da automação ainda estão sendo moldadas. Especialistas em todo o mundo discutem o tema para definir regras, normas e leis. A inteligência artificial pode vir a ser uma ferramenta ainda mais poderosa para apoiar o dia a dia, mas ainda depende da supervisão e do discernimento humano, ambos ainda muito falhos.

De fato, a tecnologia que antes parecia pertencer ao futuro já está presente de uma forma significativa na vida cotidiana. Muitas vezes imperceptível, mas cada vez mais presente à maneira como trabalhamos, nos comunicamos e organizamos nossa rotina.

Talvez a pergunta mais relevante agora não seja o quanto a IA fará parte de nossas vidas, mas sim, como será nosso aprenderemos a conviver com ela. Pois, ao que tudo indica, estamos apenas iniciando essa jornada tecnológica.

#colunaalemdoalgoritmo #alemdoalgoritmo

Rolar para cima