Com o início da vigência do acordo Mercosul-União Europeia em 1º de maio, pequenos negócios brasileiros passam a contar com um cenário mais favorável para acessar mercados internacionais. O Sebrae vai oferecer apoio especializado, por meio da atuação de consultores chamados Agentes de Mercado Internacional, para ajudar donos de micro e pequenas empresas (MPEs) a encontrar o melhor caminho para exportação.
Os consultores vão ajudar os empresários a estruturar uma estratégia para a efetivação de negócios. “Identificamos que os pequenos negócios têm muita dificuldade após participarem de eventos comerciais. Eles participam de uma rodada de negócios, por exemplo, mas não conseguem manter o contato quente, dar um retorno para o potencial comprador, mandar uma amostra”, afirma Gustavo Reis, analista de negócios do Sebrae Nacional.
Inicialmente, a iniciativa será implementada em Santa Catarina. O estado possui vocação para exportação não apenas em volume como também na diversificação de produtos, com metalmecânico, móveis, têxteis, cerâmicas, agroindústrias, por exemplo.

“Santa Catarina tem uma cadeia bem distribuída territorialmente, o que torna o estado muito atrativo”, avalia o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae no estado, Jefferson Bueno.
Segundo ele, até 32 microempresas e empresas de pequeno porte catarinenses vão participar do projeto-piloto com o suporte dos Agentes de Mercado Internacional, por até dois anos, para o fortalecimento de suas jornadas de exportação, principalmente na Europa.
A grande oportunidade do Acordo Mercosul – União Europeia é exatamente a desgravação tarifária progressiva ao longo de 10 anos. Nesse ponto estaremos competitivos, porque o produto brasileiro tem uma qualidade reconhecida lá fora.
Jefferson Bueno, coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC
Segurança para tomada de decisão
O consultor em negócios internacionais Renan Moreira é um dos Agentes de Mercado Internacional do Sebrae em Santa Catarina. Ele explica que o papel dele será ajudar o empresário a sair da oportunidade genérica e chegar em um plano mais concreto de conversão, a partir da realidade de cada empresa.
“Tudo depende do momento da empresa, do perfil do comprador, das características do produto e das exigências daquele mercado. Como Agente de Mercado Internacional vou contribuir para organizar o caminho, evitar erros que poderiam custar caro e dar mais segurança para a tomada de decisão”, enfatiza.
O especialista acrescenta que vender para a Europa exige preparo. “O produto precisa ser bom, mas a empresa também precisa estar pronta para demonstrar profissionalismo, transparência e capacidade de entrega. É isso que transforma interesse em confiança, e confiança em negócio”, finaliza.

