A pauta ESG (Ambiental, Social e Governança) deixou de ser um privilégio exclusivo das grandes corporações e passa a ser uma alavanca estratégica de mercado para as micro e pequenas empresas (MPEs). Durante o painel “Selo ESG Sebrae: como tecnologia, dados e IA transformam a sustentabilidade em competitividade para pequenos negócios”, as palestrantes Ana Brito e Jaqueline Souza, apresentaram como a convergência entre dados e Inteligência Artificial está democratizando a sustentabilidade e abrindo novas portas de negócios para o segmento.
O grande destaque do painel foi a apresentação da plataforma Projeto Crescimento Sustentável, desenvolvida pela BIUD Tecnologia e Sebrae, focado em fortalecer as pequenas empresas por meio de uma estrutura.
Jaqueline Souza, diretora executiva da Biud Tech, explicou que a plataforma permite a comprovação de atividades alinhadas com as práticas ESG pelos pequenos negócios por meio de inteligência artificial, a MIA.

Com o uso da ferramenta, os empresários percorrem uma jornada até alcançar uma pontuação definida para conquistar o selo. A ferramenta oferece, ainda, um diagnóstico de maturidade com base em uma metodologia ABNT, que permite que micro e pequenas empresas conquistem o selo com uma jornada acessível.
O Selo Sebrae ESG, com sigla em inglês para Ambiental, Sustentabilidade e Governança, além de reconhecer os pequenos negócios que usam a sustentabilidade, possui uma IA que auxilia na criação de conteúdo para o tipo de cliente que a empresa tem.
“A gente já recomendou mais de 7 mil vezes as soluções que o Sebrae tem em relação a ESG para os empreendedores da nossa plataforma. A gente teve esse cuidado de criar com a ABNT uma trilha, então a empresa vai chegando na plataforma, se ela tem entendimento, o conhecimento e o Sebrae vai ajudando com uma trilha de soluções”, disse Jaqueline.
Selo Amazônia
Em um segundo painel, “Selo Amazônia: valorização, confiança e acesso a mercados”, com Juliana Carepa, Márcio Gallo e Cadu Santiago, também foi abordado um selo que, neste caso, foi criado por um decreto e dá certificação ambiental para a região da Amazônia Legal.
“A nossa ideia é valorizar o bioma Amazônia, valorizar os produtos da biodiversidade local, valorizar os produtores regionais, para que a gente consiga fazer, para que realmente produtos locais sejam valorizados, sejam reconhecidos mundialmente, e que consigam ter acesso a mercados, consigam valorizar não apenas o conhecimento tradicional, mas também os insumos”, disse Gallo.
“Além de aumentar a credibilidade, acho que o acesso ao mercado é uma chancela para quem realmente faz um trabalho com o sociobioeconomia na Amazônia. Eu acho que o mais importante desse selo é a possibilidade real de ser um selo acessível para os negócios. O selo vai dar a chancela para esses negócios, que são os que geralmente geram esse impacto social e ambiental dentro do território amazônico”, afirmou Juliana.

