IPCA-15 foi de 0,84% em fevereiro


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,84% em fevereiro, 0,64 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de janeiro (0,20%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,23%.

Período Taxa
Fevereiro de 2026 0,84%
Janeiro de 2026 0,20%
Fevereiro de 2025 1,23%
Acumulado no ano 1,04%
Acumulado nos últimos 12 meses 4,10%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes (1,72%) teve o maior impacto (0,35 p.p.), enquanto Educação, com 0,32 p.p. de impacto, apresentou a maior variação (5,20%). Os demais grupos oscilaram entre o -0,42% de Vestuário e o 0,67% de Saúde e cuidados pessoais.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)  
Janeiro Fevereiro Janeiro Fevereiro 
Índice Geral 0,20 0,84 0,20 0,84 
Alimentação e bebidas 0,31 0,20 0,07 0,04 
Habitação -0,26 0,06 -0,04 0,01 
Artigos de residência 0,43 0,21 0,02 0,01 
Vestuário 0,28 -0,42 0,01 -0,02 
Transportes -0,13 1,72 -0,03 0,35 
Saúde e cuidados pessoais 0,81 0,67 0,11 0,09 
Despesas pessoais 0,28 0,20 0,03 0,02 
Educação 0,05 5,20 0,00 0,32 
Comunicação 0,73 0,39 0,03 0,02 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, SistemaNacional de Índices de Preços ao Consumidor.   

Em Educação (5,20%), a maior contribuição (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,18%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

No grupo dos Transportes (1,72% e 0,35 p.p.), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%.

O subitem ônibus urbano apresentou variação de 7,52%, em razão da apropriação dos seguintes reajustes nas tarifas:

  • 8,70% em Belo Horizonte (14,68%), a partir de 1º de janeiro contemplando, também, as gratuidades aos domingos e feriados.
  • 6,00% em São Paulo (13,97%), a partir de 06 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.
  • 20,00% em Fortaleza (11,14%), a partir de 1º de janeiro.
  • 5,36% em Salvador (4,37%), a partir de 05 de janeiro.
  • 6,38% no Rio de Janeiro (4,17%), a partir de 04 de janeiro.
  • 4,46% em Recife (1,86%), a partir de 1° de fevereiro.

Além disso, por conta da redução tarifária aos domingos e feriados, Curitiba registrou variação de 4,29% no ônibus urbano e, em Belém, a alta foi de 9,67% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Brasília (9,47%).

Ainda em Transportes, a taxa de 2,22% no metrô ocorre em razão da variação de 9,47% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (2,86%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (2,86%), com a mesma vigência. Também em São Paulo, a variação de 9,38% na integração transporte público é reflexo da combinação dos reajustes citados e de gratuidades concedidas. Houve também aumentos no táxi (1,52%). Em Fortaleza (16,11%), as tarifas aumentaram aproximadamente 18,70%, a partir de 19 de janeiro. Em Salvador (3,28%), houve reajuste de 4,53%, a partir de 23 de janeiro, e, no Rio de Janeiro, o aumento foi de 2,92%, em decorrência do reajuste de 4,92% a partir de 2 de janeiro.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67% e 0,09 p.p.), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%, respectivamente.

No grupo Alimentação e Bebidas (0,20% e 0,04 p.p.), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).

A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em fevereiro, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

O grupo Habitação aumentou 0,06% em fevereiro, após recuar 0,26% em janeiro, com destaque para os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). Por outro lado, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.), ao recuar 1,37% em fevereiro. No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores.

A taxa de água e esgoto (1,97%) reflete os seguintes reajustes: 6,48% em São Paulo (3,63%) e 4,69% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,31%), ambos a partir de 1º de janeiro; 6,56% em Belo Horizonte (7,41%), desde 22 de janeiro; e 2,64% em Curitiba (0,16%), desde 15 de dezembro.

No subitem gás encanado (-0,71%), a variação de -1,64% no Rio de Janeiro foi resultado das reduções de tarifas em 1º de janeiro (-0,08%) e 1º de fevereiro (-4,44%); e, em Curitiba (-1,66%), houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

Variação do IPCA-15 por região

Região Peso Regional (%) Variação Mensal (%)  Variação Acumulada (%) 
Janeiro Fevereiro Ano  12 meses
São Paulo 33,45 -0,04 1,09 1,06 4,69
Fortaleza 3,88 0,21 1,02 1,23 4,21
Belo Horizonte 10,04 0,23 0,95 1,18 3,75
Curitiba 8,09 0,02 0,83 0,84 3,90
Brasília 4,84 0,32 0,73 1,06 4,05
Belém 4,46 -0,03 0,71 0,68 3,05
Rio de Janeiro 9,77 0,54 0,71 1,26 3,26
Salvador 7,19 0,47 0,69 1,16 3,31
Goiânia 4,96 0,44 0,52 0,95 3,88
Porto Alegre 8,61 0,35 0,48 0,83 4,74
Recife 4,71 0,64 0,35 1,00 3,77
Brasil 100,00 0,20 0,84 1,04 4,10
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema   Nacional de Índices de Preços ao Consumidor. 

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Saiba mais sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo15

O que é o IPCA 15? 

Série Histórica 

Tabelas 

Publicação 



IBGE

Rolar para cima