Reconhecido pela Funarte, artista tocantinense se apresenta em Xangai durante o Ano Brasil–China — Ministério da Cultura


O cantador Dorivã Passarim, do Jalapão, foi uma das atrações do JZ Festival, em Xangai, nesta segunda-feira (4). O evento integra a programação do AnoCultural Brasil–China, que exibe a potência e a diversidade da música brasileira. A programação incluiu ainda nomes como Ivan Lins, Adriana Calcanhotto, Hamilton de Holanda e Felipe & Manoel Cordeiro.

Nascido em 1961 em Cristalândia, a 140 quilometros de Palmas, Dorivã Borges se mudou aos cinco anos de idade para Gurupi, onde, ainda criança, construía violinhas a partir de latas de doce, para imitar espetáculos circenses que passavam em sua região. Em 1971, ele dividiu a compra de um violão com um amigo, mas só aprendeu o instrumento mesmo alguns anos depois. 

Em 1979, aos 18 anos, Dorivã se tornou músico profissional, mostrando a sua veia autoral em festivais de música e o seu lado de intérprete em bares locais. O primeiro disco solo só viria no ano 2000. Passarim do Jalapão foi gravado no Rio de Janeiro, com produção do produtor Carlos Fuchs e participação do grupo A Parede e de Lucinha Turnbull na banda de apoio.

Dorivã já se apresentou em diversos estados brasileiros, ganhou festivais de música e representou o Estado do Tocantins no Ano do Brasil na França, em 2005. O deslocamento do cantador Dorivã para a China contou com o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria Estadual da Cultura. Atualmente, é um dos mestres das artes reconhecidos pelo Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes.

Plataforma Música Brasil

A participação do artista do evento em Xangai é parte da Plataforma Música Brasil, iniciativa que integra o Ano Cultural Brasil-China e que levou mais de 120 profissionais da cultura à China, entre artistas, produtores e agentes do setor. A presença brasileira no festival não apenas celebra a excelência artística do país, mas também posiciona a música como vetor estratégico de inserção internacional, abrindo caminhos para novas parcerias, circulação de obras e fortalecimento da economia criativa.

Mais do que uma celebração simbólica, o Ano Cultural Brasil-China se consolida como uma estratégia de política externa baseada na diplomacia cultural, hoje considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento de parcerias internacionais duradouras. Iniciativas dessa natureza contribuem diretamente para a construção de confiança, intercâmbio entre povos e expansão de oportunidades econômicas e criativas.





Agência Brasil

Rolar para cima